Descarbonização dos transportes de estrada

Descarbonização dos transportes de estrada (Exemplo do reino Unido)

É de conhecimento global que o fornecimento de petróleo será sujeito a enormes pressões nas próximas décadas, o Deutsche Bank diz que levará a preços voláteis. Desde 2005, o Reino Unido voltou a ser um importador de petróleos primários. As exportações em 2008 eram 19% mais baixas que a importação, uma diferença de 12 milhões de toneladas.
Enquanto a produção indígena continua em declínio, o Reino Unido será forçado a importar mais e mais petróleo e a Agencia Internacional de Energia prevê que a dominação pela OPEC’s do negócio do petróleo irá ser maior. Isto, implica, que nos devemos preocupar para potenciais problemas de fornecimento com pouca variedade.

A acrescentar a isto, A Grã-Bretanha enfrenta outros desafios: atingir os nossos objectivos de emissões, a crise da obesidade, a desfragmentação de comunidades locais, e um enorme défice nacional. São todos assuntos que afectam e são afectados pelo transporte, e juntos, oferecem razões de porque a Grã-Bretanha tem de reduzir a necessidade de petróleo.
Descarbonizar o sector do transporte e ter um pensamento holístico na politica de transporte. O resultado irá trazer grandes benefícios tanto para a sociedade como para a economia como um todo.  

O Acto para Mudanças Climáticas de 2008, compromete o Reino Unido a reduzir os gases efeito de estufa em 80% abaixo dos níveis de 1990 em 2050. O transporte correntemente conta mais ou menos de um 1/5 a ¼ das emissões domésticas totais da Grã-Bretanha. A maioria destes 92% vem do transporte de estrada, 52% de transporte de passageiros, 19,8% de automóveis pesados de transporte de bens, 15,2% de automóveis leves de transporte de bens e 4,5% de outros tipos de transporte como autocarros.
Um teste de carbono tem de ser introduzido no coração da política de transporte para assegurar que nos mantemos no caminho para atingir os objectivos da diminuição da emissão de gases. Dado a dependência do transporte de estrada do petróleo alto em carbono, esta aproximação também vai ajudar a re-orientar a Grã-Bertanha para longe da sua dependência do petróleo.

Em 2050 o sector do transporte de estrada pode ser melhor integrado, totalmente descarbonizado, economicamente eficiente e potencializado por energias seguras e limpas.
Estes não são obstáculos técnicos, financeiros, organizacional ou outros obstáculos que possam por este objectivo fora de alcance. Todo o que é preciso é vontade politica que de um passo decisivo e determinado, para que o governo central dê o direito ás comunidades locais a implementar soluções efectivas.

CUSTOS

Muitas das iniciativas que podem fazer do transporte mais limpo e baixo em carbono, são de custo zero ou muito baixo para as finanças públicas. Onde o investimento é necessário, no entanto, as finanças públicas podem ser redireccionadas para os seguintes programas:
 
- Implementar uma moratória de dois anos na expansão de estradas – poupando 2,4 biliões em dois anos

- Cortar o orçamento das estradas em 2,8 biliões depois do método de cálculo de custos e benefícios serem reformados para preços reais do carbono e outros impactos negativos na sociedade e no clima.

-Instigar a uma moratória para preencher a nossa obrigação em bio-combustiveis até o valor de sustentabilidade estarem estabelecidos para proteger as florestas, biodiversidade e preços da alimentação.

OBJECTIVOS

Localizar serviços e reduzir a necessidade de viajar. Porquê?

O sistema de transporte é ineficiente, exacerbado pela mistura entre transporte e planeamento. O resultado é que o dinheiro e o combustível estão a ser desperdiçados, comunidades são afastadas de serviços essenciais (como centros de saúde e correios) e, como vimos recentemente, a rede de estradas de distribuição no Reino Unido estão longe de ser eficientes. Algumas 57% de viagens caseiras são menos de 5 milhas, 37% são entre 5 e 25 milhas, e juntos são contam 2/3 de emissões dos carros. O aumento do uso do carro tem sido ligado ao aumento de obesidade, algo que se espera que custe ao serviço de saúde 6,3 biliões em 2015 se não forem tomadas medidas.

A DIRECTIVA para a QUALIDADE do COMBUSTIVEL

A DQC foi adoptada pelo concelho europeu em 22 de Abril 2009 para modificar a directiva (98/70) na qualidade do petróleo e gasóleo. Um dos objectivos desta legislação é reduzir as emissões well-to-tank de combustíveis de transporte usados na Europa.

A DQC pretende reduzir o ciclo de vida de gases efeito de estufa contidas nos combustíveis em 10% em 2020 com 6% deste objectivo ser mandatário e os 4% voluntários.
Enquanto a legislação é lei neste momento, a maneira como vai ser implementada ainda está por decidir e a metodologia usada fará uma diferença na sua efectividade.

A DQC tem o potencial de encorajar uma mudança para combustíveis mais limpos e longe dos combustíveis mais destruidores como as tar sands, Mas isso só pode ser feito efectivamente se fontes específicas de combustíveis tiverem valores de gases máximos separados e for implementado um máximo para combustíveis mais poluentes.

A metodologia proposta correntemente é inadequada, Propõe um valor de gases efeito de estufa dos combustíveis de transporte vendidos na UE baseado numa média que deriva dos combustíveis vendidos em 2010. Isso dificilmente é adequado para restringir a importação de combustíveis com valores elevados do ciclo de vida dos gases efeito de estufa porque a proposta é baseada numa média para todos, o seu efeito seria mais fraco nos combustíveis mais elevados. Isso irá deixar o mercado de UE aberto aos combustíveis derivados das tar sands e outros combustíveis com altos valores de carbono. Ao usar diferentes valores para diferentes categorias irá incentivar as fontes com altos valores de carbono a melhorar ou irá desencorajar a sua entrada na UE, ao impor uma penalidade.

Com a adopção do artigo 7ª da DQC, a UE enviou um sinal claro que as emissões de gases efeito de estufa para o combustível de transporte são um alvo para reduções significantes. È crucial que a Europa não permita que a legislação e a sua liderança neste assunto ser subestimado pelo lobbing da industria do petróleo ou do governo do Canada e de Alberta.

CONTROLAR A MUDANÇA CLIMÁTICA REQUER MENOS NÃO MAIS PETROLEO.

Com o aumento de procura de petróleo mais lenta do que previsto, pode-se assumir que o problema da produção tar sands possa diminuir, mas com os fornecedores tradicionais de petróleo de gigantes como o México, Mar do Norte e outros locais em declínio, espera-se que as tar sands terão um papel importante ao preencher essa falha.
Permitir que as tar sands preencham esse falha, no entanto, falhará ao tomar em consideração a trajectória da procura de petróleo que será necessária para limitar a concentração de carbono na atmosfera para impedir que as temperaturas globais aumentem em 2ºC. Para alcançar este objectivo crucial são necessárias políticas fortes que não impeçam só o aumento da procura mas que efectivamente diminua a procura de petróleo.

No relatório anual IEA em 2009 a escolha do mundo em relação ao uso da energia e mudança climática foi claramente delineada. A IEA apresenta 2 cenários, o Reference Scenario e 450ppm Scenario. O cenário de referência discute uso de energia e emissões gases efeito de estufa na base que nenhum novo governo visa reduzir as emissões de gases, em outras palavras negócio como sempre. Neste cenário a procura de petróleo aumenta de cerca de 86 milhões b/d em 2010 a 105 milhões b/d em 2030. A produção de tar sands canadiana é citada como estando a crescer solidamente para cobrir a falta deixada pelo limite do petróleo convencional.
A IEA declara:
“Estas referências de cenário tende implicações profundas na protecção ambiental, segurança energética e desenvolvimento económico. A continuidade dos negócios terá grande impacto nas mudanças climáticas. Também agrava preocupações com a qualidade do ar, que causam sérios riscos para a saúde publica e impactos ambientais, especialmente nos países em desenvolvimento”.

“ Continuando no mesmo caminho, sem novas políticas, significa um aumento da dependência de combustíveis fosseis e o contínuo desperdício de energia, levando-nos para uma concentração de gases efeito de estufa na atmosfera que excede 1000 partes por milhão (ppm) de CO2. Isto levará a uma mudança de clima drástica e danos irreparáveis para o planeta”.

O cenário 450 ppm é um em que a organização espera que as concentrações de gases efeito de estufa sejam estabilizados e as consequências atmosféricas do cenário de referencia sejam evitadas. Este cenário vê o consumo de combustíveis fosseis e as suas emissões atingirem o pico em 2020. A procura de petróleo dos EUA em 2030 poderá ser 30% menos que em 2007.

Mas para alcançar estas reduções são necessárias fortes regulamentações e politicas mais agressivas e eficientes do que as de hoje. Alcançar um clima estável, reduzir a necessidade de petróleo e parar o desenvolvimento das tar sands estão todos ligados a políticas e acções que precisam de ser tomadas pelos governos não só na América do Norte mas também na Europa e em todo o mundo.

A urgência com que temos de controlar as emissões de gases efeito de estufa e o declínio do petróleo fácil sugere que o mundo está num estado crítico na qual a relação coma sociedade com o petróleo requer uma nova aproximação. O declínio da produção do petróleo fácil oferece aos legisladores a escolha entre dois caminhos: ou perpetuar um insustentável fornecimento de fontes caras e poluentes como as tar sands e outros petróleos difíceis, ou diminuir a procura através de uma combinação de eficiência dos automóveis, uma mudança para híbridos e eléctricos, maior apoio para os transportes públicos e mudanças no planeamento social que diminua a necessidade de viajar.
A última opinião é a que realmente procura uma solução a longo termo tanto para o fornecimento de petróleo como a mudança climática.

Entretanto existem ferramentas políticas que podem ajudar a assegurar que os petróleos que usamos estão cada vez mais limpo e não cada vez mais sujo. Na UE existe a Directiva para a Qualidade do Combustível, uma parte significante para alcançar a redução de gases nos transportes de combustível. Mas irá evitar a entrada de gasóleo tar sands ou outros produtos na Europa?






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